Micos de Bienal

 

O papo com Santiago Nazarian não foi no lugar onde a gente achava que seria. Então, claro, ninguém nos encontrou. Ninguém encontra coisa alguma na Bienal. Eu mesma não estava me encontrando ali.  Nem a Secretaria de Cultura do Estado parece conseguir se encontrar dentro do seu próprio espaço, que não é dela, mas da Volkswagen, embora eles digam que não é da Volkswagen, mas dela. Não entendeu? Pois é.

Meu debate de amanhã com os espanhóis não é anunciado em lugar nenhum. A única garantia que eu tenho é que, no estande da Espanha, se você pedir uma programação, eles te dão um caderninho e lá, sim, aparece.

Amanhã, 20 horas no Salão de Ideias. Tenha fé!

 

Para saber o que aconteceu no sábado, clique aqui.

Para saber o que vai acontecer amanhã, dê um pulinho lá.

Mas se não der, ok, entendo. Depois eu conto aqui.



Escrito por Índigo às 12h29
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A inquisição dos espanhóis

 

Tenho recebido boas perguntas. Até agora:

  1. Como se faz magia?
  2. Eles vivem de literatura?
  3. Escrever infanto-juvenil é algo proposital ou acontece por acaso?
  4. Eles sentem o efeito do livro pompom em suas vidas?
  5. Quando escrevem um livro encomendado pela editora, isso tem algum impacto no processo criativo?

Também chegaram algumas sobre o preconceito em relação à literatura infanto-juvenil, mas essa eu não sei como perguntar. Gostaria de não ter de passar por esse tema. Acho que já se falou muito a respeito. Bem, vamos ver o que acontece.

Em todo caso, sigo colecionando perguntas. Mais alguma?

 



Escrito por Índigo às 11h31
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Perguntas

 

Estou preparando a conversa com os espanhóis na Bienal. Pensando em perguntas que posso fazer para eles. Tentando adivinhar o que o público gostaria de saber sobre gente que escreve literatura infanto-juvenil.

Ao mesmo tempo vou percebendo que o livro que estou escrevendo há meses, um infanto-juvenil, não presta. Vou ter de jogá-lo fora. Meses de trabalho para nada. Essa é uma pergunta. Será que eles também matam muitos livros?

Melhor matar um livro que o livro acabar com a gente. Verdad?

Bem, agora pergunto a vocês.

O que vocês gostariam de saber de um autor de livros infanto-juvenis?



Escrito por Índigo às 11h42
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Nos próximos dias

 

Anote aí na sua agenda.

 

Na quinta tem lançamento do muito esperado novo livro do Marcelino com ilustrações de babar do Manu Maltez.

RASIF: Mar que Arrebenta
Dia: Quinta-feira, 14, a partir das 19 horas

Local: Centro Cultural b_arco
R. Dr. Virgilio de Carvalho Pinto, 426

 

No sábado, na Bienal, no Salão de Ideias,
uma entrevista aberta com Santiago Nazarian e eu. A Andrea Delfuego vai entrevistar a gente.
Esse é o plano, pelo menos.

Dia: Sábado, 16 de agosto

Horário: 19:30h
Local: Bienal dos livros – Salão de Ideias

 

E na outra terça será minha vez de mediar uma mesa com três grandes autores espanhóis.

O tema do bate-papo será literatura infanto-juvenil.

Os autores: Francesc Mirales (autor de “Amor em minúscula”), Marilar Aleixandre e Maite Carranza.

Dia: Terça-feira, 19 de agosto
Horário: 20:00h

Local: Bienal dos livros – Salão de Ideias

 

Por motivos técnicos nossos eventos ainda não aparecem no site da Bienal, mas pode ir que não tem erro.



Escrito por Índigo às 10h15
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Meu passado – parte II


Esta era a Diretoria. Enquanto Irmã Lourdes me explicava o tipo de pessoa que eu seria quando crescesse, ela batia as pontas dos dedos sobre esse livro em cima da mesa. Ela nunca abria o livro.
Ele era preto, de capa dura, e eu sabia que tudo, tudo o que acontecia na minha vida estava registrado ali, como um blog sinistro que escapa do nosso controle.



Escrito por Índigo às 10h23
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Meu passado

Navegando pela rede cheguei ao meu próprio passado perdido. Fotos inéditas e nunca antes vistas da escola onde estudei. Dom Barreto, a escola que fez de mim isto que sou.

 

 

Esta era recepção. Eu passei longos e intermináveis momentos da minha vida sentada nessa cadeirinha ao lado direito da porta. O homem na foto era o próprio Dom Barreto, que ficava olhando para mim e lançando maldições na minha vida. Normalmente eu vinha para esta sala quando, por algum motivo, eu tinha de ir embora no meio do dia. Quando meu olho saía do lugar ou na vez que meu ouvido pegou fogo.

 

 

Este era o laboratório de ciências. Nessa foto eles até deram uma limpada na área. Tiraram os potes com cobras dentro e os fetos que ficavam boiando em formol, os esqueletos de sapo e uns restos de bruxaria que as freiras largavam lá, depois dos seus rituais.

 

OBS – Eu não sou tão velha assim. As fotos foram tiradas nos anos 50, quando eu ainda estava longe de nascer. Se bem que a escola não mudou muito.



Escrito por Índigo às 10h45
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A volta

 

Depois de uma semana nas profundezas de Minas Gerais, voltei com um astral bom, bem bão. Tranquilinho e sossegado. Ainda ouvindo galo cantar e achando que é possível viver daquele jeito, sentada a tarde inteira numa varanda, só recebendo visitas e comendo.

Mas ontem tive de sair na rua e encontrei minha revendedora de cartuchos para a impressora. No último mês ela perdeu seis quilos, botou botox e conseguiu convencer seu médico a transferir o que sobrou de gordura da barriga para a bunda. Tirou passaporte e deu um pé na bunda no namorado 20 anos mais novo que ela.

E assim eu voltei de vez para São Paulo.



Escrito por Índigo às 09h50
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