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Diálogo 5
- Sabe aquele autor que ganhou o Nobel? Até que o livro dele não é ruim. - É uma bosta. - Eu tô gostando. - Eu sabia que você ia gostar. - Uma bobagem. - É romantiquinho. - Pára. - Eu gosto. Tem várias historinhas. Escrito por Índigo às 11h04 [ ]
Diálogo 4
- Mãe, convidei meu namorado pra passar o Natal aí. - Que ótimo! Todo mundo vai ficar em cima dele. - Não, mãe. Ninguém vai fazer isso. Todo mundo vai se comportar. - Ah, é... verdade. Vamos nos comportar. Escrito por Índigo às 11h43 [ ]
Dilálogo 3
- Não gosto de dezembro. - Nem me fale. - Você acredita que ontem eu tava subindo a Teodoro e uma pomba veio voando em direção ao vidro do meu carro? Bateu em cheio. - Credo. - Nem deu pra ver se morreu. - Deve ter morrido. - Fora que eu tava na praia esse fim de semana e vi uma gaivota que não conseguia voar pra direção que ela queria porque o vento tava muito forte. - Deprê isso. - Foi horrível. Ela ficava parada no ar, batendo asa, sem sair do lugar. - Sei como é. Escrito por Índigo às 10h02 [ ]
Diálogo 2: No ônibus
- Mano, não vejo a hora de chegar sexta-feira. - Vai viajar? - Vou pra praia, mano. - Qual praia? - Ubatuba. Já deixei três engradados de cerveja lá. - ... - Minha mãe disse que é pra eu ir pra bem longe no Natal. - .... - Ela me deu duzentos contos e mandou eu sumir da frente dela. - Duzentos contos? - Falou que eu dou menos trabalho longe que perto. - Mãezinha boa a sua, hein? - Duzentos contos, mano. Escrito por Índigo às 09h28 [ ]
Diálogos 1
- Você tem alguma idéia do que eu devo fazer com meu blog? - Você não tem uns textos guardados que poderia usar?
- Você não guardou os emails dos seus ex?
Escrito por Índigo às 10h23 [ ]
Tempo
Semana que vem eu volto. Escrito por Índigo às 09h33 [ ]
Livro novo
Eis meu novo livro: Ele já está nas livrarias. Dessa vez não vou fazer noite de autógrafos. Então basta clicar aqui e garantir já o seu exemplar. Se você curtiu o Saga, agora você vai ver o melhor da história. Escrito por Índigo às 09h53 [ ]
Relatos: Dia 56
9:30 da manhã: Escrevendo, agora dentro do meu programa de tantas páginas por dia. Tenho prazo. Depois do almoço: lendo jornal, nada de novo no planeta. Volto à minha pesquisa sobre a vida na Renascença, destino: Florença. Tarde: Volto a escrever e começa a chover, detalhe que sempre ajuda na escrita. O céu fica totalmente escuro e a escrita deslancha. Estou em Londres. Fim de tarde: Volto à pesquisa. Kung Fu: O professor fica impressionado com meus rolamentos. “Como você aprende rápido!” Então KB diz uma coisa que é muito verdadeira: quando a gente quer, aprende. Eu acrescentaria mais uma coisinha: só tem um jeito de eu parar de me esborrachar: aprendendo a fazer direito. Nada como dor e sofrimento para a gente aprender rápido. Hei! Escrito por Índigo às 10h22 [ ]
Relatos: Dia 55
9:00 da manhã: Começo a trabalhar em um livro encomendado. A escrita vai bem. O tema é instigante; o personagem, genial. Não é personagem meu. Vai dar para dar uma boa pirada. Nada como poder trabalhar com personagem dos outros. Era do que eu estava precisando 11:30: Estudantes da USP vêm me entrevistar. Acho que ajudei. Saíram de olhos esbugalhados, pelo menos. Tarde toda: Sigo pesquisando a vida do personagem. Nesse caso, sem bode. O assunto me interessa. É uma pena que seja literatura infantil. Ando com uma tendência a escrever além dessa idade. Vira e mexe tenho de voltar e mudar o tom. Final da tarde: Treino os rolamentos do Kung Fu na sala de casa, disposta a não passar vergonha no treino. Kung Fu: Consigo fazer todos os rolamentos, em parte graças a um animal da faixa marrom que ficava bufando nas minhas costas. Se eu não rolasse, ele passaria por cima, então rolei. Hei! Escrito por Índigo às 11h14 [ ]
Relatos: Dia 54
Há alguns dias eu evito falar sobre a única coisa que ocupa meus pensamentos. Mas agora seria absurdo não falar. Hoje finalmente fui à editora pegar meus exemplares de “Um dálmata descontrolado”, que é a continuação de “Saga Animal”, meu primeiro livro, lançado em 2001. Agora ele está aqui, na minha sala. Até segunda-feira estará em todas as livrarias. Trouxe os livros às 2 da tarde. Eram 5 quando consegui abri-lo. Dei uma folheadinha e voltei ao trabalho. Trabalhei até dar a hora de ir para o Kung Fu, onde me esborrachei com gosto. Não tem nada de sensação de realização, de alegria, comemoração. A sensação é de perda. Ele não é mais meu. Agora qualquer pessoa pode entrar numa livraria, comprar e levar meu livro para casa. Nem passa por mim. Eu nem vou saber de nada. Kill Bel me convidou para tomar uma cervejinha depois do treino. Ela não deve ter entendido por que eu estava com aquela cara. Bem, KB, agora você sabe. Cheguei do treino, comi uma salada e abri o livro. Eram dez da noite. Li o primeiro, o segundo, o terceiro capítulo. Pulei para o sétimo. Li uns trechos escolhidos ao acaso, guardei o livro. Pronto, tudo bem, agora vocês podem ler. A partir de segunda-feira, numa livraria perto de você. Escrito por Índigo às 10h44 [ ]
Relatos: Dia 53
Manhã: Escrevo um parágrafo. Só um. Mas foi o suficiente para concluir o livro dos bonecos. Era o que estava faltando. 1:00 da tarde: Na Secretaria de Cultura do Estado, entregando o último relatório do meu projeto. O lugar é inacreditável. Eu teria de ser o Garcia Marquez para conseguir explicar. Bem, digo apenas isso: quando a gráfica foi entregar os 200 exemplares do meu livro, que por contrato eu tinha de passar para eles (para ir para as bibliotecas públicas), ninguém sabia do que se tratava. Livro? Bolsa literária? Não... não é aqui. Tarde: Fazendo a última leitura do livro dos bonecos. Nem acredito que consegui chegar ao fim, e que tenha ficado bom. Envio para o editor. Aleluia. No Kung Fu: Acabou o glamour. Agora tenho de virar cambalhota de costas. Eu só gostaria de não quebrar o pescoço, se possível. Noite: Fiz a última leitura do meu livro de crônicas. Ontem um leitor perguntou quando eu ia começar a escrever literatura adulta. Só agora eu me dei conta. Essas crônicas não têm nada de infanto-juvenil. Nada. Então, é isso. Em 2008 estréio na literatura adulta. Escrito por Índigo às 09h43 [ ]
Relatos: Dia 52
Manhã: Escrevo. Meio-dia: Correio e outras questões burocráticas. Na volta para casa passo na Livraria da Vila, onde dou uma olhada nos lançamentos. Compro três livros, todos para pesquisa. O livro no qual estou trabalhando agora vai exigir muita pesquisa. Ao abrir um livro qualquer, tenho um clique! Descubro como passar do capítulo 3 para o 4. Tarde: Passo a tarde tentando falar na editora, mas ninguém atende. Enquanto isso, começo minha pesquisa. O tema é instigante e o personagem principal começa a mostrar sua cara. Fim de tarde: Ganho flores do namorado. Oh! Escrito por Índigo às 09h44 [ ]
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