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Meu passado – parte II

Esta era a Diretoria. Enquanto Irmã Lourdes me explicava o tipo de pessoa que eu seria quando crescesse, ela batia as pontas dos dedos sobre esse livro em cima da mesa. Ela nunca abria o livro. Ele era preto, de capa dura, e eu sabia que tudo, tudo o que acontecia na minha vida estava registrado ali, como um blog sinistro que escapa do nosso controle.
Escrito por Índigo às 10h23
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Meu passado
Navegando pela rede cheguei ao meu próprio passado perdido. Fotos inéditas e nunca antes vistas da escola onde estudei. Dom Barreto, a escola que fez de mim isto que sou.

Esta era recepção. Eu passei longos e intermináveis momentos da minha vida sentada nessa cadeirinha ao lado direito da porta. O homem na foto era o próprio Dom Barreto, que ficava olhando para mim e lançando maldições na minha vida. Normalmente eu vinha para esta sala quando, por algum motivo, eu tinha de ir embora no meio do dia. Quando meu olho saía do lugar ou na vez que meu ouvido pegou fogo.

Este era o laboratório de ciências. Nessa foto eles até deram uma limpada na área. Tiraram os potes com cobras dentro e os fetos que ficavam boiando em formol, os esqueletos de sapo e uns restos de bruxaria que as freiras largavam lá, depois dos seus rituais.
OBS – Eu não sou tão velha assim. As fotos foram tiradas nos anos 50, quando eu ainda estava longe de nascer. Se bem que a escola não mudou muito.
Escrito por Índigo às 10h45
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A volta
Depois de uma semana nas profundezas de Minas Gerais, voltei com um astral bom, bem bão. Tranquilinho e sossegado. Ainda ouvindo galo cantar e achando que é possível viver daquele jeito, sentada a tarde inteira numa varanda, só recebendo visitas e comendo.
Mas ontem tive de sair na rua e encontrei minha revendedora de cartuchos para a impressora. No último mês ela perdeu seis quilos, botou botox e conseguiu convencer seu médico a transferir o que sobrou de gordura da barriga para a bunda. Tirou passaporte e deu um pé na bunda no namorado 20 anos mais novo que ela.
E assim eu voltei de vez para São Paulo.
Escrito por Índigo às 09h50
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Férias
Estou saindo de férias. Longe de computadores. Volto no dia 4 de agosto.
Bem, não que isso faça muita diferença. Esse blog já andava meio devagar mesmo. Mas é que eu estava no meio de uma correria maluca. E agora vou lá pra Minas Gerais, ficar sem fazer nada durante uma semana, com o monte de coisas que tenho que fazer por aqui. Ah, mas vou. Tchau. beijinhos
Escrito por Índigo às 18h29
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A doutrina dos peixinhos
Aos poucos estou aprendendo a assistir televisão. Mas tem uma coisa com a qual não me acostumei até hoje. Sempre que paro num canal por mais de... sei lá: 10 minutos, tenho a sensação que alguma coisa vai acontecer. Então descobri o que é isso. Tenho a sensação que peixinhos vão começar a nada pela televisão, que é o que acontece com o meu monitor quando fico 10 minutos parada em frente dele, sem fazer nada. É muito estranho você poder ficar tanto tempo sem fazer nada em frente a uma tela. Nenhum peixinho entra, você nem precisa dar um peteleco no controle remoto. É estranho.
Escrito por Índigo às 11h05
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Os top 5 textos mais difíceis de escrever
- Cartão de casamento
- Cartão parabenizando um bebê que acabou de nascer
- Email pedindo para marcar uma reunião com alguém que não precisa ter uma reunião com você
- Texto de apresentação. Qualquer tipo de apresentação.
- Autógrafos
Escrito por Índigo às 11h23
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Síndrome de Lost

“Sério que você também é apaixonada pelo Lock?”
“Eu sou louca por ele.”
“Ai, finalmente encontrei uma amiga que me entende!”

“Mas eu já fui muito apaixonada pelo Sayid”
“Hum... Eu tenho que te contar uma coisa.”
“O quê? Não me diga que ele vai morrer”
“Na quarta temporada ele aparece de escova no cabelo”
“NÃO! Ah, não!”
“Vai se preparando...”

“Você sabia que o Sawyer é casado com uma japonesa?”
“Nossa, não sabia.”
“Eles já moravam lá no Havaí”.
“É... ultimamente eu ando mais apaixonada por ele.”
“Ah, não. Eu ainda sou mais o Lock”.
Escrito por Índigo às 11h08
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Miss Universo 2008
Top 10 comentários da transmissão do Miss Universo 2008
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“Essa não é miss. Ela só é fofinha”
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“Falta beleza facial para essa moça”
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“Nós vimos o que aconteceu com o semblante dela.”
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“Mas isso é um pretinho básico!”
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“Esse tipo de beleza não me interessa.”
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“Isto é uma competição e elas têm de usar todas as armas”
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“Ela soube conduzir muito bem o vestido de gala”
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“Esta é uma mulher diferenciada”
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“Ainda não entendi o que essa vietnamita está fazendo aí”
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“Tem muito dente nessa boca”
Escrito por Índigo às 12h25
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Coisas da Vila Madalena 2
- Quero ir morar num sítio.
- Sei...
- Perto de São Paulo. No máximo uma hora.
- A-hã.
- Meu apartamento é muito escuro.
- Ah...
- ...
- Por que você não quebra a parede da sala e bota um vidro lá?
- Não. Reforma não.
- Por que sítio?
- Eu quero abrir a janela de manhã e ver pássaros.
- E uma casinha aqui? Olha essa! Do lado do Empanadas.
- É... Eu podia fincar uma galinha de plástico na janela.
- Então. É mais fácil.
- E daí eu compro aquele CD de barulhos da natureza.
- Pronto. Resolveu.
Escrito por Índigo às 10h35
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Coisas de Vila Madalena
Agora no sacolão, apareceu uma fruta nova. Lá estava a plaquinha:
“FRUTA NOVA! Altíssima concentração de vitamina C. Combate gripes e resfriados. Deixa a pele macia e saudável. Ajuda a prevenir câncer. Excelente para o sistema digestivo. Deixa os cabelos macios e sedosos”.
Ao lado, uma mulher escolhia abacates sacudindo-os. Não uma sacudida discreta. Vendo de longe, você diria que era um radinho à pilha verde. Os funcionários do sacolão apenas trocam olhares discretos, mas ninguém ri. Aqui somos treinados para respeitar as diferenças. Tudo muito psicologicamente correto.
Escrito por Índigo às 09h11
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Um alô
Passei aqui só para dar um alô rápido.
Estou trabalhando num novo livro e daí é como se não sobrasse nada para escrever aqui.
Mas eu vou ver o que dá para fazer.
Pensarei em algo. Beijinhos.
Escrito por Índigo às 11h45
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Lição 2: Chute furacão
- Nesse você começa numa posição que é como se você estivesse montado num cavalo, mas sem o cavalo. Então você se auto-ejeta do cavalo e sai girando pelo ar com um joelho grudado no peito. Quando você estiver na metade do giro você tira a sua outra perna do chão e chuta a cabeça de uma pessoa que estaria parada na sua frente. Então você encerra o chute batendo com a palma da mão no seu pé que continuará no ar. Aliás os dois pés estão sempre no ar. Quer dizer, como faixa verde, você estará praticamente o tempo todo com os pés no ar a partir de agora. Mas, nesse caso, depois que você bater com a mão no seu pé, você volta pro chão, pra posição de cavalo. Entendeu?
- Hããã.
- Agora tenta.
Escrito por Índigo às 12h43
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Vida de verde
Na faixa verde, o seu combate é contra as leis da física. Basicamente isso. Você tem de andar no ar. Foi o que tentaram me ensinar ontem.
“Imagine um banquinho aqui. Pise nele. Isso, agora você vai escalar o corpo de uma pessoa. Isso.”
Só que é tudo ar! Mas isso não importa.
“Vai, sobe!”
Escrito por Índigo às 11h43
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Verde

Esta sou eu antigamente, quando era faixa laranja. Agora sou verde. Fico olhando para essa foto e pensando, credo: eu nem dobrava os joelhos. Parece que nem tenho joelho. É praticamente uma perna de pau.

Aqui, da esquerda para a direita, eu, Kill Bel, Denise e Fernando fazendo a seqüência de bastão parado. Coisa de faixa laranja. Agora que estamos na faixa verde, é bastão andando. Bastão parado é algo que qualquer dona de casa com uma vassoura consegue fazer, num dia de fúria. Já andando, é outra história.
Enfim, agora sim, começo a fazer Kung Fu. Hei!
Escrito por Índigo às 10h29
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Dupla – parte 3
Hoje tem lançamento de outra dupla. Emílio Fraia e Vanessa Barbara, que escreveram “O verão de Chibo”. Hoje, na Livraria da Vila da Fradique. 19 horas.
Aliás, no segundo semestre vou lançar um livro também escrito em co-autoria. Minhas companheiras: Ivana Arruda Leite e Maria José Silveira. O livro: “Uma amizade improvável”, pela editora Ática.
Aguardem...
Escrito por Índigo às 11h19
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